quinta-feira, 23 de abril de 2009

Lugar-Comum

Os homens buscam incessantemente pelo poder porque consideram-no uma virtude e é certo que sente-se mais capaz o homem que o alcança.
O que torna um homem forte? O poder que detém!

Mas então por que é o amor que, na verdade, move os homens?

Por que esse sentimento devoto, puro, que nada tem a ver com poder, consegue mudar as visões e perspectivas de quem é por ele acometido?
Seria o homem dominado pelo amor - esta forma de não domínio?
Seria o amor a salvação pela qual espera?
O que torna um homem forte? O poder que detém?

Não, meus caros.
A força de um homem está tão-somente no tamanho do amor que ele consigo traz.


*E sim, o amor é clichê. É brega e é bobo. Mas apenas para quem nunca amou.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Meme

Recebi um meme da e passarei então a discorrer sobre 5 obsessões, apegos e manias que possuo:

1 - No quesito bizarrices: Eu gosto muito de relembrar coisas antigas TODA HORA. Gosto do que me remete ao passado, fotos, fatos e feitos. Sempre me pego falando sobre 'aquela tarde de sol com a família inteira na praia em mil-novecentos-e-bolinha' ou sobre o dia em que ataquei TODOS os brigadeiros de uma festinha de aniversário de 8 anos, enfim... a nostalgia me é inerente.

2 - No quesito " doida é a ...": Toda vez que vejo uma periguete se insinuando pra alguém [pode ser amigo, namorado, integrante da família e até um passante na rua] tenho ganas de socá-la. Eu não me contento em simplesmente ignorar! O oposto também é válido, ou seja, quando alguém mexe comigo na rua, ou com alguma amiga, ou uma passante que seja, tenho vontade de pular no sujeito e quebrar-lhe os dentes. Coisa de gente desequilibrada, será? Será?!

3 - No quesito TOC: Tenho mania de perfeição quando vou escrever [principalmente poemas] para publicar. Se não estiver no mínimo bom eu reescrevo quantas vezes for preciso, até ficar. Também tenho um blog mais ou menos secreto onde posto meus poemas, aliás, quem posta nem sou eu, na verdade é meu alter ego...

4 - No quesito " Freud explica...": Sempre tive muito medo de me machucar, em relação a tudo. Por exemplo, em virtude do medo de cair jamais aprendi a andar de bicicleta. Essa é uma das grandes frustrações da minha mãe, inclusive porque ela também jamais aprendeu a andar de bike [pelo mesmo motivo].

5 - No quesito alimentício: Jamais como alho, cebola, detesto temperos fortes, não como frutas e não como praticamente nada saudável. Enfim, não como o que não agrada meu paladar e fim de papo.

*Não gosto da pressão de ter que repassar essas coisas pras pessoas. Mas se alguém quiser responder, me avisa: juro que vou lá correndo bisbilhotar. Hohoho.

terça-feira, 31 de março de 2009

Assim me imaginas, assim sou eu.

Me bastasse

Queria tanto um amor, súbito,
Devastador, sem sentido,
Que me arrebatasse,
Me desmaiasse,
Me amassasse o vestido

Queria que me encontrasse,
E me observasse à distância,
Como alguém da mais remota infância
Um alguém sorridente, de covinha indecente,
Que me dissesse nos lábios
O mesmo que meu peito
Que me batesse nas veias
O mesmo fervilhar sem jeito

Queria tanto amar
Sem culpa ou lugar, caminhar na calçada
- de mãos dadas -
Ser feliz na orla, na sorveteria,
No bar, na drogaria
Meu cachorro, sua poesia

Queria tanto saber que fiz alguém feliz,
Que esse alguém sente minha falta,
Que me procura nos desenhos das nuvens
Me bastasse uma vida contigo
Me bastasse um minuto de ti
Me bastasse...


-

Aline Lopes Lima, por Leonardo Curcino Alves de Sousa Junior.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Nelson.

“Se o homem soubesse amar não elevaria a voz nunca, jamais discutiria, jamais faria sofrer. Mas ele ainda não aprendeu nada.
Dir-se-ia que cada amor é o primeiro e que os amorosos dos nossos dias são tão ingênuos, inexperientes, ineptos, como Adão e Eva. Ninguém, absolutamente, sabe amar.
D. Juan havia de ser tão cândido como um namoradinho de subúrbio.
Amigos, o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último. E é por isso que o homem há de sofrer sempre até o fim do mundo - porque sempre há de amar errado.”

(Nelson Rodrigues – Morrer Com o Ser Amado – 1968)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Solidão

Agora sentia frio numa cidade fria.

Assim tornou-se sua rotina: congelante.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Eu julgo, tu julgas, ele julga...

A sociedade é muito acostumada a julgar: julgar a vida, os gostos, as idéias, as atitudes e as escolhas de outrem.
Desde os primórdios a grande diversão das pessoas é censurar os vícios alheios, apontando cada defeito a ser corrigido.

E para os que condenam todo e qualquer tipo de erro, já aviso de antemão: não sou um modelo a ser seguido. Portanto, não esperem que eu me comporte da forma como desejam.
Não queiram que eu não tenha dúvidas, que eu seja sempre segura. Isso sequer combina comigo, pelo contrário: minha natureza é essencialmente insegura, inconstante, mutável, maluca.

Só peço que sejam empáticos. E, àqueles que nutrem por mim alguma simpatia, que me aceitem assim. Como esse poço de inadequações.

Ou então que me deixem em paz.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Boa Ação

Boa ação do dia: ensinar meu irmão de 11 anos a ouvir Radiohead.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Tudo x Nada


Tudo e Nada:
Um casal, mãos dadas.

Tudo deseja ir em frente,
Nada deseja ir embora.

Tudo sorri ao vislumbrar o sentimento,
Nada se esconde em sua angústia.

Tudo confia no que há de vir,
Nada foge do futuro.

Tudo quer amar, se perder.
Nada quer esquecer.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O que será?

São tantos receios surgindo na minha vida paradoxal...

Primeiro veio a segurança: era enfim dona de mim e mantia todos os meus pensamentos e ações sob controle.
Depois, a surpresa: novas sensações, tentativas inusitadas de mudança.
Finalmente a dúvida e todo o restante desapareceu.

O que será do futuro? Em quais aspectos serei bem sucedida? Se eu tiver muito dinheiro serei mais querida? Se eu for mais querida, serei necessariamente feliz? Alguém estará ao meu lado e me compreenderá? Conquistarei o meu próprio mundo?

São centenas de questões misturadas numa mente deveras inquieta.
O que fazer com elas ainda é uma incógnita.



Ps: Um adendo. Não poderia deixar de agradecer a ele pelo post fofo. Adoro, Leo!