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sábado, 28 de agosto de 2010

Pai

Nessa semana ele se foi.

Eu nasci numa terça-feira, ele se foi numa terça-feira. Meu início, seu fim.

Ainda é difícil crer que tudo aconteceu dessa forma. Me lembro de quando era criança, de quando me levava nas bancas de revistas para comprar gibis, me lembro dos passeios de carro, das instruções que me passava sobre como comer bife embrulhado em salada de alface, me lembro do primeiro buquê de rosas que ganhei na vida, e foi dele, no meu aniversário de 7 anos. Me lembro do seu pranto por não ter conseguido ser mais presente. Eu me lembro, e como isso me doi agora.

Espero que saiba que eu o amei, mesmo na ausência. Ainda o amo, sempre amarei.

Rezo para que as luzes celestiais o acompanhem, sei que um dia nos encontraremos para partilhá-la. Até lá fica a esperança do nosso reencontro e a saudade que não cessa.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Namastê.

Somos todos centelhas divinas em constante evolução. Quando cheguei a esta conclusão, tudo se tornou mais claro para mim. Não existem culpados, não existe o mal. O que é o mal aos nossos olhos, não passa de mera inexperiência na trajetória da vida. Somos pequenos pedaços de um Deus que nos criou à sua imagem e semelhança, somos parte da energia divina e um dia retornaremos à fonte.

Quando passamos a ver as pessoas como parte de Deus, fica mais fácil respeitá-las e enxergá-las sem ódio ou rancor.

Namastê.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma pequena felicidade


Ando sentimental. E isso não se deve apenas ao fato de ter sido surpreendida por 11 rosas em minha cama hoje. Acho que só ando sentimental porque ainda me resta um coração. Ou talvez porque, em meio a tantos problemas nesta vida, ainda exista algo especial...

quinta-feira, 16 de julho de 2009

É assim.

Porque há sempre um desencontro de fatos, de informações e de interpretações, e nesse contexto, coisas importantes vão sendo perdidas pelo caminho.

Hoje eu preciso apenas que você diga o que eu quero ouvir.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Recolhida

Prefiro a solidão.

Se eu fujo do mundo e mergulho nos meus pensamentos, se eu sento na grama e passo quase uma hora contemplando um céu que se divide em três, um terço azul escuro, um terço azul claro e um terço laranja, é porque eu prefiro a solidão.

É na solidão que eu posso me perder nas minhas próprias insanidades, nos meus medos, nas angústias que um terceiro jamais poderia entender. É na solidão que eu posso ser eu mesma.

E desconfio que seja essa a minha sina.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Eu julgo, tu julgas, ele julga...

A sociedade é muito acostumada a julgar: julgar a vida, os gostos, as idéias, as atitudes e as escolhas de outrem.
Desde os primórdios a grande diversão das pessoas é censurar os vícios alheios, apontando cada defeito a ser corrigido.

E para os que condenam todo e qualquer tipo de erro, já aviso de antemão: não sou um modelo a ser seguido. Portanto, não esperem que eu me comporte da forma como desejam.
Não queiram que eu não tenha dúvidas, que eu seja sempre segura. Isso sequer combina comigo, pelo contrário: minha natureza é essencialmente insegura, inconstante, mutável, maluca.

Só peço que sejam empáticos. E, àqueles que nutrem por mim alguma simpatia, que me aceitem assim. Como esse poço de inadequações.

Ou então que me deixem em paz.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

O que será?

São tantos receios surgindo na minha vida paradoxal...

Primeiro veio a segurança: era enfim dona de mim e mantia todos os meus pensamentos e ações sob controle.
Depois, a surpresa: novas sensações, tentativas inusitadas de mudança.
Finalmente a dúvida e todo o restante desapareceu.

O que será do futuro? Em quais aspectos serei bem sucedida? Se eu tiver muito dinheiro serei mais querida? Se eu for mais querida, serei necessariamente feliz? Alguém estará ao meu lado e me compreenderá? Conquistarei o meu próprio mundo?

São centenas de questões misturadas numa mente deveras inquieta.
O que fazer com elas ainda é uma incógnita.



Ps: Um adendo. Não poderia deixar de agradecer a ele pelo post fofo. Adoro, Leo!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Por aí.

De repente me vejo num lugar estranho, com vários aglomerados humanos à minha volta.
A conversa flui de forma agradável com a velhinha ao lado, dona Cecília. Oh, que senhora amável!
É impossível saber o motivo exato e líquido pelo qual ali me encontro: são tantos e ao mesmo tempo nenhum.
Mas minha essência me diz que cheguei onde cheguei para tentar.
Sim, tentar.
Tentar vencer, tentar ser feliz, descobrir coisas e talvez me encontrar, quem sabe.

Porque a Aline nem sempre é um saco de batatas, às vezes ela é uma mulher.
E mulheres, ao contrário de saco de batatas, tem sonhos.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Retrô 2008

2008 acabou.

Retrospectiva do ano:

Janeiro:
Fui passar o Reveillon na cidade do meu ex-namorado com a família dele. Na virada do ano tive que levá-lo pro hospital porque ele caiu bêbado na piscina e abriu o queixo. Logo em seguida ele foi pra praia com os amigos e eu fiquei pê-da-vida, motivo pelo qual passei a ir todos os dias pra balada.

Fevereiro:
Peguei conjuntivite justo na semana do Carnaval e tive que cancelar a minha viagem. Passei os dias de molho em casa achando que meus olhos explodiriam, dado o aumento da pressão interna do globo ocular.

Março:
Minha tia morreu 2 dias antes da Páscoa.

Abril:
Terminei com o meu namorado pra ficar com o meu melhor amigo [pois é, o namoro no ia nada bem].

Maio:
Voltei com o meu ex e perdi o melhor amigo [é, uma longa história].

Junho:
Meu aniversário foi numa segunda-feira e quase nem ganhei presentes. Bad trip.

Julho:
Resolvi largar o maldito estágio e fui passar as férias na cidade do meu ex-namorado. Só brigamos.

Agosto:
Aconteceu algo diferente que prefiro não comentar.

Setembro:
Fui pra Metamorfose fantasiada de palhaça e percebi que tô ficando velha, já que não agüento mais ficar numa festa depois das 3 da manhã.

Outubro:
Terminei de vez o meu namoro. Doeu, hein.

Novembro:
Começou um período de hiato criativo. Quis largar meu blog, quis largar minha faculdade, quis largar tudo.
Pelo menos me envolvi no trabalho voluntário que faço no asilo com os meus amigos e foi bacana.
Ah, descobri uma nova paixão: Fotografias! Estão aqui.

Dezembro:
Bem meia-boca. E pra piorar, estou tendo problemas pra largar os remédios.


Espero que 2009 seja bem diferente, porque pelamor... 
:T

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Não é fácil.

Eu gostaria de poder me fechar como uma concha
E eu gostaria de não ser tão emocional.
Só pra sofrer menos.

É que todo sofrimento, muito embora necessário,
Uma hora...
cansa.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Meme

Gente, o meu sumiço foi em virtude de um período de hiato criativo.
Ele não acabou ainda, mas resolvi dar um sinal de vida pra responder o meme que a Camila me mandou.

- As 8 coisas que sonho em fazer antes de ir embora daqui:

Como ‘daqui’ é um termo amplo e relativo, posso usá-lo como sinônimo de ‘vida’. Então o meme seria sobre o que eu sonho em fazer antes de morrer, basicamente. Vam lá:

1. Trabalhar em algo pelo qual eu seja apaixonada. Parece simples, mas na verdade é difícil, visto que eu não gosto do curso que faço - Direito. E se torna mais difícil ainda quando considero que ainda não descobri do que gosto.

2. Achar o amor da minha vida [o que é muito subjetivo – além da pergunta crucial: será que ele existe?], me casar com ele, ter filhos, ter um labrador amarelo e uma casinha confortável com gramado e cercas brancas.

3. Conseguir educar bem os meus filhos, e de modo que eles não se tornem homossexuais, de preferência. Nada contra, mas é que eu também desejo ter netos, se é que vocês me entendem.

4. Ensinar meus filhos e netos a ouvir música boa. Porque ahhh, se eles virarem emo e ouvirem coisas como ‘Panic at the Disco’, terei um treco.

5. Morar em Paris pelo menos durante alguns meses, bem como visitar todo o país.

6. Manter uma vida com menos insegurança por um período prolongado, sem grandes confusões ou stress.

7. Fazer tantos amigos verdadeiros quantos eu puder.

8. Alcançar a felicidade. (:



Não vou repassar esse meme pra mais oito pessoas. Quem se sentir à vontade pode responder e me avisar aqui, que depois dou uma olhada.
Saudade de todos os blogueiros. ;*

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Untitled

Sabem qual é a pior doença da humanidade?

É a carência.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Setembro de A a Z

Assistir filmes.
Brigar com o namorado.
Congresso hilariante de Direito.
Dormir enrolada no edredom.
Entrega do pré-projeto da facul.
Festa à fantasia (fantasiada de palhaça).
Gula.
Horas de correria.
Impaciência.
Jogar Copas.
Lágrimas dolorosas.
Malemolência.
Namorar em paz.
Ônibus zoados.
Provas da faculdade.
Queijos light.
Rir até a barriga doer.
Sair com os amigos.
T.P.M.
Unhas feitas.
Viagens.
Xingar pessoas irritantes.
Zoar pessoas escrotas.




Lilly fantasiada de paiaça.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

É.

E hoje está tudo bem.
Ass.: Pinóquio.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Divagações

O que eu sei sobre mim?

Que tenho coisas em comum com Mário Quintana: gosto de escrever meus versos no papel e não numa máquina.
Que tenho algo em comum com Cecília Meireles: por vezes escrevo sobre a natureza e seus elementos.
Tenho também algo em comum com Clarice Lispector, porquanto escrevo muito sobre os sentimentos e sobre o que se passa em meu íntimo.

No fim, sei que adoro todos os poetas. Apenas pelo fato de o serem.



Frase do dia: "Onde é que dói na minha vida para que eu me sinta tão mal?" [ Cecília Meireles ]
* Ironicamente, essa frase de Meireles não fala nada sobre natureza ou afins. Hohoho.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Poeminha Cretino

Pernas pro ar


Um futuro sem sucesso,
um ofício enfadonho.
Apenas o que peço
é um meio para buscar um sonho.

Uma vida desregrada,
triste e carrancuda.
Viver mal-humorada,
mas quanto deus-nos-acuda.

Angústias, dúvidas, dor.
Os problemas são diversos.
E assim, se o mundo perde a cor,
Desabafo nestes mal traçados versos.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

30 confissões de uma garota excêntrica

Eu já...

... chorei até gritar.
... me arrependi até o coração doer.
... mastiguei cebola e tive náuseas.
... enfrentei pessoas poderosas.
... dancei na chuva.
... fiz artes marciais.
... estraguei um sofá novo da minha avó espetando-o com um garfo.
... peguei conjuntivite durante o Carnaval.
... deixei muita gente com dor de cotovelo.
... me importei com a opinião alheia.
... tive uma foto de pijama publicada no jornal.
... cheguei em casa sem saber com quem tinha vindo.
... esperei o Papai Noel na noite de Natal.
... abracei e brinquei com vários cães sarnentos de rua.
... me isolei do convívio social.
... cativei alguém à primeira vista.
... me senti bonita numa foto 3x4.
... me senti horrível numa foto 3x4.
... tive taquicardias intensas por nervoso.
... enlouqueci de ciúmes.
... dormi durante uma prova de Direito Constitucional na faculdade.
... comprei briga de amigo.
... mordi o nariz da minha cachorra.
... decidi viajar e em menos de 1 hora já estava embarcando.
... me emocionei ao ver um homem chorar.
... perdi amigos importantes.
... saí na rua de pantufas.
... escrevi alguns contos, poemas e músicas.
... quis fugir do mundo.
... me apaixonei.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Fuck

Na verdade, a maioria das pessoas não vale muita coisa.
Para estas a vida é só um jogo de interesses no qual vence aquele que for mais frio e egoísta.
O dinheiro é a peça chave e a justiça, a palavra de fachada.

É duro.
Mas infelizmente, é assim que é.




Esse blog não vai mais se chamar Smile. Temporariamente ele será o 'Shut Up and Smile', porque, convenhamos: só o 'smile' não ta tendo muito a ver com a minha vida ultimamente.
Oh, fuck!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Quinqüênios

- 0 anos.
Ela mostrava a língua para o papai nas fotos.

- 1 a 5 anos.
Ela acreditava em Papai Noel.

- 6 a 10 anos.
Ela só dizia bobagens, assim como qualquer outra criança tola o faz nessa idade.

- 11 a 15 anos.
Ela conheceu as desilusões da vida.

- 16 a 20 anos.
Ela lutou para se fortalecer e tentou ser mais esperta. Obteve algum êxito, entretanto, o resultado final ainda ficou bem longe do esperado.

- 21 anos.
A construção dessa nova etapa começou hoje.



Parabéns. Pra mim mesma.
E que o próximo quinqüênio traga consigo muito mais coisas boas que ruins.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Polly

- Tchau, Polly. Dá tchau pra mamãe.

Ela encosta o focinho molhado no vidro do carro e me olha com aquela expressão curiosa, como se indagasse “Pra onde você está indo, mamãe? Eu quero ir também!”.
Eu, já do lado de fora do carro, dou um último aceno para as duas e vou para o escritório.
E no momento em que o carro dobra a esquina, eu ainda consigo ver minha pequenina no banco de trás, com uma das patinhas apoiada no vidro, também acenando para mim.