terça-feira, 29 de março de 2011
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Melancia
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Sentenças
Adjetivaram-na de previsível. Talvez o fosse por uma razão: não se sentia à vontade para se permitir ser o que era. Suas ações acompanhavam a linha do esperado, pois não poderia se submeter ao julgamento alheio – seria ultrajante, afinal.
Sua consciência não lhe evidenciava o fato de que, independente do que pudesse ser ou fazer, sofreria as sanções dos julgamentos alheios. Compreender é ato digno dos fortes de espírito, ao passo que formular juízos é ato de menor complexidade, digno dos menos favorecidos.
Seguia assim. Eis que num dado momento, teve a epifania: não constituiria uma vida de leveza se tivesse em tão bom conceito a opinião de terceiros desimportantes.
Enfim, tempos de liberdade.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A leveza e o peso
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Renovação
Para 2011 separei algumas metas.
Uma delas é atingir o sucesso profissional, a base de todo o restante. Sei que posso, sei que consigo. E sei que esse ano será apenas o princípio de uma nova fase.
Outra é ajudar o próximo da forma que me for conveniente – um trabalho voluntário, uma palavra amiga, um sorriso que seja.
Há ainda uma meta que quero manter para o resto dos meus dias: alcançar a paz de espírito. Só somos felizes quando temos paz. E só tem paz quem não se desespera, quem leva a vida com leveza. É o que quero. Aprender a não julgar os outros e respeitar liberdades de escolha - é fácil apontar o dedo e crucificar alguém, mas não é fácil estar na pele das pessoas. Aprender a olhar para frente com serenidade e boas expectativas. Aprender que não são necessários muitos amigos, apenas os verdadeiros. E aprender, principalmente, a não dar valor pra nada que queira me derrubar. É a força interior de cada um que determina sua virtude.
Um ótimo 2011 a todos.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Começo do fim
N’algumas vezes me pego começando pelo fim. Todo fim traz um novo começo, é verdade, mas sou do tipo que constantemente emenda um começo no fim do mesmo ‘algo’, como num eterno retorno. Sempre voltando ao mesmo ponto, sem saber arriscar, sem saber confiar no passado, presente ou futuro. Sempre dizendo “não sei, não sei...”
sábado, 18 de dezembro de 2010
Um dia acho
A sensação é de vazio, de eco, um eco muito grande que preenche cada poro, cada vão escondido dentro de mim. Tenho medo, não sei o que me espera. Tenho medo. Nunca quis criar expectativas, nunca quis estar nas mãos de ninguém, nunca quis me frustrar, eu só queria ser feliz, só queria um daqueles momentos de comercial de margarina, pelo menos por um dia. Mas falta. Falta algo que eu nem sei o quê. Uma prece, uma mão, um consolo, talvez fé. Deus, Alá, Krishna, Buda, Jeová, orixás, nem sei mais, você sabe? Sabe onde encontrar a receita da felicidade? Não, dizem, ela não está nas doses de whisky e nem nas risadas falsas dos figurantes do bar, não está nos seus amigos e nem em Deus, a felicidade está dentro de você mesmo. Mas como encontrar se agora só sobraram ruínas? Como encontrar, se agora só sobraram palavras chulas incapazes de expressar toda dor cortante, pungente? Alguém pode trazer felicidade a você? – é o que me pergunto nos últimos dias quando acordo junto ao meu abajur aceso e ao escapulário preso à cabeceira da cama, ali estão um Deus e uma Virgem a olhar por mim. Olho para os lados, apenas roupas pelo chão, silêncio e vazio. Me pergunto se um dia vai mudar, se vou acordar num mundo diferente, como Alice no País das Maravilhas. Acendo um cigarro e abro a janela: continua, sem pressa, vai que um dia desses me encontro por aí.
