quinta-feira, 10 de abril de 2008

A máquina


Às vezes tenho algumas idéias infantis, inconcebíveis.
Por exemplo, ‘preciso de uma árvore que dê dinheiro’ ou ‘preciso de um chocolate que se regenere a cada mordida e não acabe nunca’.
Confesso que ambas as idéias me soam muito agradáveis, tanto a de uma árvore capitalista quanto a de um chocolate eterno. Mas na verdade a minha idéia inconcebível mais maluca e também aquela que eu mais gostaria que existisse, consiste numa máquina de fazer as pessoas felizes.

Como sou boba, meu deus.
No entanto, seria tão simples... se alguém estivesse triste, bastaria colocar o sujeito dentro da máquina, apertar um botãozinho qualquer e zóin: imediatamente teríamos uma pessoa feliz.
A tecnologia evoluiu bastante nos últimos tempos, mas infelizmente existem coisas que ela ainda não pode nos proporcionar... uma delas é essa tal máquina, que por enquanto só existe na minha mente fértil.

Uma pena.
E se algum dia a tecnologia evoluir a tal ponto, tenho a certeza plena de que será o maior invento do mundo.


*Lih passa por alguns distúrbios psicológicos às vezes mesmo.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Ah, a família...

O contexto: eu, minha mãe e minha avó no comércio do centro da cidade.

Minha vó diz: Nóóóóssa, mas eu nunca vi taaanta gente assim no centro da cidade.
Eu: Que exagero, vó.
Vó: Mas é verdade, ué.
Eu: Certo.

[2 minutos depois...]

Vó: Mas eu nuuunca vi tanta gente assim no centro da cidade.
Nota mental da Lih: Ta, ela acabou de dizer isso, whatever. ¬¬

[2 minutos depois...]

Vó: Vixi, mas eu nunca tinha visto tanta gente junta assim no centro da cidade.
Nota mental da Lih: Omg. Ela já disse isso².

[Mais 2 minutos se passaram...]

Vó: Mas eu nuuunc...
Nota mental da Lih: Putaqueopariocaraleo! Até quando a véia vai ficar repetindo a MESMA coisa?
Grunf.

Ai, tadinha. É que ela tem Alzheimer. /:
Fiquei me sentindo culpada depois.
Mas minha paciência anda realmente no ZERO.
Argh.

Da série "Músicas que falam por mim"


Não foi dessa vez
Mas pode ter certeza
Mal posso esperar
Pra fugir da tristeza
.
Amanhã talvez
Vai ser um carnaval
Vão falar de mim
Pro bem ou pro mal
.
Tomo um café
e um guaraná
pra me animar
Mas ficou tão tarde
Que é melhor deixar pra lá...
.
Quando penso em nós dois
Deixo tudo pra depois
Quando penso em nós três
Fica pra outra vez
.
Juntei passos, palavras
Não era bem o momento
Fingi não querer nada
Tem horas que não me aguento...
.
Prometo, juro, garanto
Vou resolver tudo isso
Assim que tiver coragem
E mais nenhum compromisso


Pato Fu, Depois.

domingo, 6 de abril de 2008

Eu.

Sol e chuva.
Noite e dia.
Doce e amargo.
Coragem e medo.
Acordes e silêncio.

Corpo e alma.
Altos e baixos.
Disposições e cansaços.
Independências e carências.
Encontros e desencontros.

Assim sou eu.
Simplesmente um complexo paradoxo.

segunda-feira, 31 de março de 2008

A arte de desagradar

Imaginem uma pessoa que consegue desagradar à primeira, à segunda e à terceira vista. Essa pessoa se chama Aline e está a vos escrever neste momento.

Sim, já ouvi de tudo: pedante, arrogante, metida, patricinha etc... ih, existe uma infinidade de adjetivos a mim imputada pelas línguas alheias. Uma das últimas pérolas que soube foi a de um conhecido gay: ele falou pra um amigo que eu era uma “azia”.
Ri.
Isso me fez lembrar a minha música: “ela é pró na arte de pentelhar e aziar / é campeã do mundo”. Quem conhece Raimundos, sabe.

Mas hoje tive ciência de uma coisa que me deixou deveras intrigada... uma suposta amiga de faculdade disse que não suportava o meu ar-de-superioridade. Achei tenso.
Até consegui manter a calma, mas vindo de quem veio confesso que me chateou bastante. Enfim, cada um é livre pra pensar aquilo que bem entender, certo?

Eu não me considero uma “menina-nojinho”, que acha que sabe tudo ou afins. Pelo contrário, tenho o maior prazer em ser simpática com todo mundo e, se eventualmente sei mais que alguém sobre determinado assunto, tento abordar a questão com a maior humildade e respeito.

O problema é que muitas pessoas falam /pensam mal de mim e o fazem essencialmente por 3 motivos: 1. por não me conhecerem bem; 2. por recalque; 3. pelos dois motivos em conjunto.
E aí, serei muito franca... que morram todos de coceira por oxiurius.
Porque preconceito mata. E recalque também.
^^

terça-feira, 18 de março de 2008

Desejos

Serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar.
Coragem para modificar aquelas que posso.
Sabedoria para distinguir umas das outras.

Ps: Sei que ando sumida no blog, mas assim que tiver mais tempo e inspiração volto a postar com maior freqüência.

quarta-feira, 12 de março de 2008

About love

love hides in the strangest places.
love hides in familiar faces.
love comes when you least expect it.
love hides in narrow corners.
love comes for those who seek it.
love hides inside the rainbow.
love hides in molecular structures.
love is the answer.

thedoors.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Rêi, pípol.

Correria de provas, trabalhos de prática jurídica, estágio, aulas. Enfim, ando um tantinho ocupada, então to passando rapidão só pra dar um sinal de vida.
Assim que puder, visito todos.

Uma tirinha bizarra e bom fim de semana.
.
*Tira de Chiquinha. Clica que aumenta.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

É louco, mas faz muito sentido.

Teoria da Branca de Neve

Assim como Branca de Neve, as mulheres esperam por um príncipe encantado que chegará em seu cavalo branco e, após um beijo de amor, irá levá-las para um castelo, onde viverão felizes para sempre. Esse seria o grande amor da vida de uma Branca de Neve: o seu príncipe encantado.

Mas, só um momento... alguém se lembra da história completa?
Para quem não se lembra, um resuminho: revoltada por não ser a mulher mais bela do reino, a madrasta má ordena a um servil caçador que leve a princesa Branca de Neve até o coração de floresta, e que mate-a. O caçador, comovido e encantado pela bela moça, pede para que ela fuja para um local distante, e que nunca mais apareça no reino. Branca de Neve, assustada, foge e encontra a casa dos 7 anões que trabalham na mina de ouro, passando a viver com eles. Um dia a madrasta má descobre que a bela princesa ainda está viva e prepara uma cilada, disfarçando-se de anciã e oferecendo-lhe uma maçã envenenada. Assim, ela permanece desacordada e sob efeito de um feitiço, que só poderá ser desfeito com um beijo de seu amor verdadeiro. É aí que entra o príncipe encantado; ele chega em seu cavalo branco, dá o tão almejado beijo de amor em Branca de Neve, leva-a para seu castelo e lá vivem felizes para sempre. The End.

Agora eu pergunto: seria o príncipe encantado o amor verdadeiro da vida da Branca de Neve?
Resposta: Não.

Gente, pára tudo! O príncipe é o maior oportunista da história: ele apenas se aproveita das situações, de modo a chegar mais facilmente a um resultado favorável. Assim é fácil ser o herói da história, não? Além do que esse príncipe encantado é um galinhão. Já repararam que ele aparece em todos os contos infantis e pega as princesas de todas as histórias?
E digo mais: se esse príncipe encantado nem conhecia a Branca de Neve ainda, como poderia ele ser o grande amor da vida dela? Por acaso alguém ama o outro sem conhecer? Ficou claro o oportunismo agora, ou preciso desenhar?

Bem, vocês devem estar se perguntando: “Se não era o príncipe encantado, então quem era o verdadeiro amor da Branca de Neve”?
Ora, é simples: o caçador!

Sim, o caçador lutou contra a tirania da realeza apenas para salvar a vida da sua amada. Ao contrário do príncipe encantado, ele não é um oportunista e muito menos um galinha.
Foi o caçador quem arriscou a vida dele para salvar a dela. Sim, porque obviamente, os servos que não cumprem as ordens reais são, de imediato, condenados à morte. Querem prova de amor maior que essa?
E por fim, ele simplesmente não se declara porque é um plebeu e ela, uma princesa. Aos olhos dele, ele é um mero servo cheio de imperfeições, e ela, a mulher ideal. Ainda, fica patente uma ironia nesse contexto: se o caçador, que é o verdadeiro amor da Branca de Neve, se casasse com ela, o que ele se tornaria? O príncipe.

Concluindo: quem faz um homem ser príncipe ou não é a mulher. Ela pode escolher um estereótipo fajuto de príncipe encantado ou um homem normal, com defeitos e qualidades, mas que a ama acima de tudo, até de sua própria vida.

Loucura total. Mas faz muito sentido.

Obs: Essa teoria não foi criada por mim, mas por um amigo meu, o Rômulo. Eu apenas a relatei e postei aqui. ;]