quinta-feira, 16 de julho de 2009

É assim.

Porque há sempre um desencontro de fatos, de informações e de interpretações, e nesse contexto, coisas importantes vão sendo perdidas pelo caminho.

Hoje eu preciso apenas que você diga o que eu quero ouvir.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Recolhida

Prefiro a solidão.

Se eu fujo do mundo e mergulho nos meus pensamentos, se eu sento na grama e passo quase uma hora contemplando um céu que se divide em três, um terço azul escuro, um terço azul claro e um terço laranja, é porque eu prefiro a solidão.

É na solidão que eu posso me perder nas minhas próprias insanidades, nos meus medos, nas angústias que um terceiro jamais poderia entender. É na solidão que eu posso ser eu mesma.

E desconfio que seja essa a minha sina.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Doença

Uma sensação assim, metade absurda, metade doentia. Começa por culpa minha, admito. Vem a dor de cabeça, depois as ânsias de vômito, o mal estar, as tonturas, a vontade de deitar e não acordar mais, quem sabe enfim, ter paz.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sonhos

Eu quis escrever várias coisas sobre esse dia, mas a verdade é que pouco sei sobre mim – e isso dificulta meus propósitos. Completo hoje 22 anos sem saber o que me aconteceu ontem, e sabendo menos ainda sobre o que me vai acontecer amanhã.

Sabe, às vezes tenho a sensação de que tudo aquilo que vivi não foi real, como se o passado jamais tivesse existido, como se fosse mera invenção minha, como se toda a minha vida fosse um sonho e a qualquer momento eu pudesse acordar - para a morte. É assim que penso e pra mim faz todo o sentido: a morte como a realidade de todos nós, e a vida, esse sonho que construímos diariamente.

Meu sonho completou hoje 22 anos.

E eu ainda quero sonhar muito.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Carmen

Então passou a se vestir apenas de preto.
Talvez estivesse infeliz, mas não parecia, exceto pela roupa preta. Beirava os 40 e continuava solteira, quem sabe pelas muitas banhas que lhe saltavam pelo corpo todo, mas trazia sempre o sorriso largo na cara redonda.
O cabelo pintado de loiro denotava uma certa falta de originalidade. As pequenas manchas no rosto tornavam-na ainda menos atraente, mas o sorriso continuava lá, teimando em querer embelezar algo que não tinha beleza.
Os dias se passavam, ela continuava de luto e ninguém entendia o porquê.
Mas estava feliz assim. Era esse, aliás, o motivo dos sorrisos largos e diários naquela cara tão redonda, pois só no preto é que se sentia bonita: havia descoberto que o preto lhe emagrecia.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O amor - By Chiquinha

Todos os lados do amor né, minha gente?
*Clica que aumenta. :)

terça-feira, 12 de maio de 2009

to melt

Se escrevo algo que julgo belo, este já não mais o é no minuto que se segue. E as emoções que tento transmitir para o papel são, apesar de intensas, confusas e mal organizadas. As linhas não comportam mais as minhas opiniões desordenadas. Minha cabeça gostaria de derreter nesses momentos. Meus dedos também. No íntimo, me transformo numa massa disforme, liquefeita. Sonhos, idéias, pensamentos e corpo: todos derretidos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Caio F.

Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada...

Caio Fernando Abreu

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Retrospectiva

És frágil e delicada como o cristal, mas se queres abandonar o sofrimento, precisas tornar-te forte e imponente como o diamante.