terça-feira, 29 de julho de 2008

Indefinido

São 04h30 e estou acordada. Minha previsão é de que esta será mais uma terça-feira tediosa, como tantas outras que já vivi. Uma sensação diferente me acomete: não estou feliz, tampouco triste; não me percebo bem ou mal.

Creio que me sinto como se retornasse aos nove anos de idade, com meus primeiros poemas e minhas angústias solitárias. E tenho consciência de que é estranho esse tipo de pensamento, já que o normal é relacionar infância à felicidade.
A minha infância foi solitária. Não que ela fosse desprovida de momentos felizes, pelo contrário. Me lembro de vários deles e, curiosamente, todos eram laranja.

Já até escrevi sobre isso noutra ocasião: o sol com seus raios laranjas que batiam na terra laranja do quintal da casa da minha avó, o pôr-do-sol laranja no céu laranja, que combinava com as minhas roupas laranjas e com as laranjas que eu via debaixo dos toldos laranjas da feira aos domingos... enfim, meus-momentos-felizes-cor-de-laranja.

Acontece que, não obstante a existência de tais momentos, a solidão continuava sendo-me contumaz.
Ela me perseguia, e me dominava especialmente nas frias noites de inverno, trazendo inquietude e por conseqüência, a insônia.

Até hoje é assim.
E só Deus sabe por quanto tempo ainda será.
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Ps: Por enquanto, a série Caio Fernando Abreu acaba por aí. Só por enquanto.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Tributo a Caio III

Vamos embora para um lugar limpo. Deixe tudo como está. Feche as portas, não pague as contas nem conte a ninguém. Nada mais importa, agora você me tem, e agora eu tenho você. O resto? Ah, o resto são os restos e não importam.
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[Anotações sobre um amor urbano]
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Estou demorando para postar e para responder os comentários porque estou viajando. Assim que eu voltar, tudo retorna aos conformes.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Tributo a Caio II

- Você tem um cigarro?
- Estou tentando parar de fumar.
- Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
- Você tem uma coisa nas mãos agora.
- Eu?

- Eu.


[Quando Saturno encontrou Júpiter]

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Tributo a Caio

Hoje começo uma série de posts em homenagem a Caio Fernando Abreu.
Apenas trechos.


tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, não me venha com essas história de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, nunca tive porra de ideal nenhum, só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista, elitista, capitalista, só queria ser feliz, cara.


[Os Sobreviventes]

terça-feira, 8 de julho de 2008

Divagações

O que eu sei sobre mim?

Que tenho coisas em comum com Mário Quintana: gosto de escrever meus versos no papel e não numa máquina.
Que tenho algo em comum com Cecília Meireles: por vezes escrevo sobre a natureza e seus elementos.
Tenho também algo em comum com Clarice Lispector, porquanto escrevo muito sobre os sentimentos e sobre o que se passa em meu íntimo.

No fim, sei que adoro todos os poetas. Apenas pelo fato de o serem.



Frase do dia: "Onde é que dói na minha vida para que eu me sinta tão mal?" [ Cecília Meireles ]
* Ironicamente, essa frase de Meireles não fala nada sobre natureza ou afins. Hohoho.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Poeminha Cretino

Pernas pro ar


Um futuro sem sucesso,
um ofício enfadonho.
Apenas o que peço
é um meio para buscar um sonho.

Uma vida desregrada,
triste e carrancuda.
Viver mal-humorada,
mas quanto deus-nos-acuda.

Angústias, dúvidas, dor.
Os problemas são diversos.
E assim, se o mundo perde a cor,
Desabafo nestes mal traçados versos.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Campanha

Nova Campanha:

"NESTE INVERNO, ADQUIRA JÁ SUA DOENÇA OLHAL COM A LIH".
É grátis.

Oh, shit.

terça-feira, 24 de junho de 2008

A inesperada sensação de compreensão da essência do ser

Eu entro na sala da terapeuta, transtornada.
Eu saio da sala da terapeuta, transtornada.
Ela me diz que estou apaixonada.

Apaixonada?
Socorro!

Enquanto isso, em meu pensamento insano surgem os clamores:
Socorro!
Tive uma crise paranóica de ciúmes.
Socorro!
Tive um súbito e incontrolável ataque de saudade.
Socorro!
Tive uma epifania.


É, talvez ela esteja certa...

Enfim, chego em casa, beijo o focinho da minha cachorra e penso que, agora sim, todas as peças se encaixam.

Da falta de bom senso alheia

Acho muito digno preservar determinadas coisas, até porque o contrário implicaria numa completa falta de bom senso.

Hoje aconteceu algo que me fez parar pra pensar sobre isso: um ex namorado escrevendo algo para a atual no Orkut, que sempre dizia para mim.
Nem venham me falar que é ciúme meu, porque o ex é bem ex e não tem mais nada a ver faz tempo [além do que, ciúmes, só do meu namorado... hohoho], mas poxa... palhaçada né? Imaginem a cara da moça se soubesse que o namorado, aparentemente tão apaixonado, diz pra ela as mesmas coisas que dizia para as ex namoradas. Ohhh!

[*Espanto]

Olha, é sério. Quem diz a mesma coisa pra todo mundo, ou está mentindo, ou é bem imbecil, ou não tem o mínimo de criatividade. E as três coisas, na minha opinião, são muito escrotas.

Tenho um amigo que sempre faz coisas desse tipo. Ele namora duas meninas e no dia dos namorados preparou dois scrapbooks com várias fotos. No final, escreveu uma música nos dois. Detalhe: ele escreveu a MESMA música para as duas namoradas. E ainda realizou outra façanha: o moço comprou três alianças, uma para cada namorada e a outra para ele usar.
[E que elas nunca saibam da existência uma da outra, senão, dá-lhe barraco].

Enfim, docinhos... quando forem assumir um romance ou algo do gênero, preocupem-se em não se tornar completos boçais desorientados que fazem coisas desse gênero.
Porque oi? É patético.
^^


Ps¹: Ando numa crise de inspiração. Escrevo, escrevo e parece que nada fica bom. Argh, odeio isso.
Ps²: Talvez seja por causa dessas babaquices que eu seja tão ciumenta e desconfiada. Porque se algum dia meu namorado apronta uma dessas comigo eu enfarto, mas antes enforco ele. o/