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terça-feira, 3 de junho de 2008

In my mind

Diversos pensamentos circundam minha mente num momento.
Andam rápido, atropelando neurônios.
A velocidade é tal que chega a ponto de confundir-me: meu raciocínio não consegue acompanhar a agilidade de minhas idéias.

Em conseqüência, a repetição tresloucada deste exercício mental torna-se enfadonha, cansativa.
É aí que esvazio a cabeça e descarto todo o seu conteúdo. Em seu interior resta não mais uma massa cinzenta, mas uma massa esbranquiçada, enevoada, quase que metafísica.
Surge então o cansaço e meu corpo finalmente desaba na cama, entregue.

E esse é só o primeiro passo de um processo nostálgico infindável.



*Apenas a descrição de uma de minhas loucuras constantes.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Meu mundo

Quiçá minha alma possua, ainda que frustrado, um quê de poesia.
Os melhores poetas tiveram inerentes às suas personalidades excêntricas, razoáveis doses de melancolia, nostalgia e tristeza. Vide, respectivamente, Mário Quintana, Clarice Lispector e Augusto dos Anjos, dentre outros.

Identifico-me com as citadas peculiaridades de cada um, embora seja impossível fazer qualquer comparação com a genialidade de mestres tão notáveis.
Enfim, o fato é que algo em comum cinge-nos, porquanto também me isolo em minha solidão e me encontro quando escrevo. Me encontro em minhas bobagens alucinadas, em meus sentimentos dispersos, em minhas angústias, em minha cólera impetuosa e em qualquer verso solto que me aflora à mente.

Fabrico versos, frases e rimas a meu bel-prazer. São minha válvula de escape, meu refúgio.
E é assim que me escondo do mundo: atrás de minhas linhas.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Sempre há uma viagem

E por onde andavam seus pensamentos naquela tarde nublada e chuvosa?
Perdidos em algum lugar do passado.
E num ímpeto tais pensamentos conseguiam teletransportar-se, conduzindo-a de tempos já idos a reflexões sobre seus momentos futuros.

Sim, ela ainda achava tudo aquilo muito curioso...

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Trocando o coração pelo fígado

Ahhh, "a troca"!



*Desenho da Chiquinha.

Ps¹: ¬¬
Ps²: Clica que aumenta.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Sobre cristais e diamantes

Hoje foi dia de conversar comigo mesma. Parei então e me pus a pensar na frase que quiçá melhor tenha me definido até o presente momento...
E acho que achei:
“Você é delicada e frágil como um cristal, mas se não quiser sofrer tanto, precisa se tornar forte e imponente como um diamante”.

Significa que, em alguns momentos, valorizar demais as pessoas que não lhe dão a devida importância, pode ser doloroso. Pelo menos para mim costuma ser, e é aí que o cristal se quebra.
Isso me atinge de uma forma tão enérgica que provoca até um certo mal-estar, e o mal-estar em virtude de um sentimento não correspondido me soa até mais doloroso.

Para mim, a falta de reciprocidade tem relação direta com a indiferença, e não há nada mais atribulado e hesitante do que gostar de alguém e ver que essa pessoa não mantém o mesmo interesse por você.

Acontece que se ao invés de cristal, eu fosse um diamante, as coisas não seriam bem assim. Quando se é forte, essas coisas são irrelevantes perto da robustez que se sustenta. É por isso que já faz alguns anos que eu tento me transformar num diamante lapidado e abandonar essa árdua vida de cristal.

Talvez quando eu crescer, eu consiga. Mas por enquanto é torcer pra não cair no chão e quebrar...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Aproveitando o embalo...

Continuando o melodrama da última postagem, vem à tona agora o escritor colombiano Gabriel García Márquez:

"Eu sou o homem mais tímido do mundo. E sou também o mais gentil.
Quanto a isto não aceito discordância.
Qual minha maior fraqueza? Hummm. Meu coração. No sentido emocional-sentimental.
Se eu fosse mulher, sempre diria sim. Eu preciso muito ser amado.
Meu grande problema é ser amado cada vez mais, e é por isso que eu escrevo.
Sou um ninfomaníaco do coração".

(Gabriel García Márquez - Entrevista à Playboy, janeiro de 83 - trechos)

Parabéns então a todos os homens que se identificam com Gabriel García Márquez.

sábado, 6 de outubro de 2007

Sobre um pensamento crítico

Depois de assistir a uma palestra de um desembargador que, apesar de seguir uma linha de raciocínio brilhante [próxima ao ideal libertário], não admitia que alguém pudesse pensar um tanto quanto diferente da sua ‘ilustre’ opinião, comecei a analisar um pouco melhor o papel do jurista na sociedade. E não só o papel do jurista e do magistrado, como também de qualquer cidadão provido de pensamento crítico ou pelo menos um pouquinho de intelecto que seja.

Pois bem, o que extraí desse pensamento foi o seguinte: em primeiro lugar, não há uma verdade absoluta. Precisamos investigar a realidade, pois é perfeitamente possível a existência de várias verdades diferentes para um mesmo fato: tudo dependerá do ângulo de visão do observador. O que pode ser verdadeiro para mim em determinado momento [em virtude do meu modo peculiar de interpretar um fato], para você pode não ser [e vice-versa] e, no entanto, nenhuma delas deixa de ser verdade para cada um de nós. Existem, portanto, a minha verdade e a tua verdade, ambas perfeitamente verdadeiras, com o perdão da redundância.

Tentando explicar melhor: não é porque alguém interpreta algo de uma maneira diferente da minha [o que vai ocasionar, de modo inevitável, uma realidade distinta para cada um de nós], que a minha verdade é a mais idônea: ambas estão em pé de igualdade, ainda que as interpretações não sejam iguais. Aliás, elas não precisam ser idênticas, e dificilmente as são.
Seguindo tal raciocínio, penso que deve ser muito delicada a decisão de um juiz no sentido de decidir qual das verdades será a considerada por ele verdadeira numa sentença. Afinal, se podem existir várias realidades para o mesmo fato, como é que o sujeito vai dizer que ‘a verdade é x, alegada pelo autor’ ou ‘a verdade é y, alegada pelo réu’?

Isso não ocorre só com os juristas ou profissionais ligados ao Direito. Se um fato tem várias verdades para um juiz, naturalmente a terá também para nós, ‘reles mortais’. Isso mesmo. Ao contrário do que muita gente pensa, não é porque o cara é juiz que ele é mais bonito, mais inteligente, mais cheiroso, mais bem-amado, mais-mais do que qualquer outra pessoa. O cidadão apenas passou em um concurso da magistratura que lhe permitiu auferir o cargo de juiz. Ponto. Simples assim. No fundo ele continua sendo uma pessoa como todos nós, que come, bebe, sorri, chora, se diverte, faz sexo e que vai ao banheiro fazer cocô, por quê não?

Enfim, as pessoas costumam se achar com a razão. Aquilo que fazemos está certo do nosso ponto de vista, e o que o outro faz está certo do ponto de vista dele. E no final, nenhum está mais ou menos certo que o outro.
Ficou confuso?

Ahm... além de tudo isso, eu também pensei em mais coisas. Mas aí já fica pra outro post, porquê senão o raciocínio vai ficando cada vez mais complexo e daí embola tudo.
Então, beijinhos pípol.

sábado, 22 de setembro de 2007

Hi, people.

Tenho passado esses últimos dias meio sedada, à base de tranqüilizantes, antidepressivos e sono, muito sono. Pra piorar, estou em época de provas na facul.
Mas tal período conturbado vai passar e logo, logo, Aline estará de volta, blogando normalmente. Até porque... tadã [notícia boa, enfim. eeeee]:

Mandamos aquela Internet Ilimitada xexelenta do Speedy pro espaço, e agora minha Internet é a cabo! Urrú! Viva.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Devaneios

3:15 da manhã.
Ela se levanta da cama porque está agitada e não consegue dormir. Abre a janela e as luzes da cidade se refletem em seu rosto, fazendo-a fechar os olhos.
Caminha até a cozinha ainda sonolenta, pega um copo de Coca-Cola e se põe a pensar na problemática da vida. Da sua vida.

Ela percebe que apesar das marcas do tempo, ano após ano, ela ainda conserva dentro de si aquela garotinha vulnerável de 10 anos atrás.

Mas ela quer se bastar, ser independente. Não quer ser mais a criança frágil, que precisa de tantos colos quantos forem possíveis e da atenção máxima das pessoas para se sentir aceita.
Ela quer fazer suas leis e celebrar sua autonomia.
Sim, ela sabe o que quer.

Só não sabe ainda como fazê-lo.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Mudança

Mudança. Caixas por todos os lados da casa. Um monte de tranqueira sendo jogada fora. Coisas que eu nem lembrava mais que existiam surgem diante dos meus olhos.

Arrumando hoje as coisas para a mudança de sexta-feira, me senti um tanto nostálgica. Achei cartas, bilhetinhos que eu trocava durante a aula com as amigas no colégio, fotos etc.
Sei que pode soar meio clichê, mas as nossas vidas realmente passam rápido demais... parece que foi ontem que eu freqüentava o colégio toda uniformizada, colava nas provas de química (eu sempre detestei química), passava cola nas provas de português (que eu adorava) e tinha dificuldades de relacionamento com as meninas, já que elas passavam o dia falando sobre moda, academia e sexo (acreditem, hoje em dia é tudo muito precoce).
Nessa época minha mãe ainda impunha horários para eu chegar em casa (normalmente até as 23:00), aliás, era sempre ela quem ia me buscar nos lugares.
Agora, bem ou mal, eu já sou uma motorista, não freqüento mais o colégio e sim a faculdade, e chego em casa a hora que eu quiser.

Quando me dei conta, já estava tudo nesse novo ritmo... e meus dias de adolescência ficaram pra trás em caráter definitivo. Nunca mais os terei.
E isso me traz muitas saudades...

"O" Livro



Pensem numa pessoa que acabou de chorar litros.

Pois é, e o responsável é um livro, que expõe toda uma história de amor e lealdade ao lado do melhor amigo do homem.
Poucas vezes me emocionei tanto com algum livro ou filme como hoje. A emoção foi maior ainda ao perceber que enquanto eu chorava, minha pequena Polly lambia meu rosto na tentativa de secar minhas lágrimas, exprimindo toda a sua preocupação.

Sem mais palavras. Por enquanto, só lágrimas.

Marleu & Eu, de John Grogan.

"O" Livro.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Sobre a filosofia do Smile

É mesmo verdade que tudo na vida tem dois lados.
Antes, eu costumava me arrepender de tudo o que eu havia feito e que, por alguma razão, não havia dado certo. Não conseguia aprender com os meus erros, nem tirar deles qualquer lição que me ajudasse a agir de modo diverso.
Hoje me arrisco a pensar diferente, e de uma forma mais otimista: oras, se não deu certo, pelo menos alguma experiência foi vivida. Resta a cada um saber aproveitar o lado bom da história e aprender com ele.

Algumas pessoas insistem em optar pelo lado ruim dos fatos, e tornam-se infelizes e lamuriosas, afastando todos ao redor.
Por operar de tal forma, tais pessoas, mesmo sem querer, tornam-se sozinhas. E sempre culparão terceiros por isso, sem perceber que a origem de todo o mal se encontra nelas mesmas.

Quando alguém passa a valorizar as coisas simples da vida é que percebe o quanto é fácil ser feliz com elas.
Portanto, aproveite o lado bom das coisas: você pode se surpreender com os resultados!

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Como seria a sua vida sem nenhuma mulher?

A mulher, durante muitos anos, teve uma educação diferenciada da educação dada ao homem. Enquanto ela era educada para servir, ele era educado para assumir a posição de senhor todo poderoso.
Durante séculos a opinião predominante na sociedade foi tal e qual a de Felipe de Novare, para quem “o sexo frágil foi feito para obedecer”. Era apenas isso o que a mulher representava: um mero objeto que inicialmente pertencia ao pai, após o casamento pertencia ao marido e, com o advento da morte deste, permanecia como propriedade do pai do falecido.
Até 1962, a mulher casada era considerada relativamente incapaz no Brasil. Dessa forma, não podia, sem o consentimento do marido, praticar diversos atos da vida civil, tais como: aceitar ou repudiar herança/legado, litigar em juízo civil/comercial (exceto os casos previstos na legislação da época) e exercer profissão.
Apenas em 1932, a mulher passou a ter direito de voto em nosso país. Em 1962, através do Estatuto da Mulher Casada, passou a ter capacidade plena do ponto de vista civil. Até então, sua vontade não era considerada totalmente válida pelo ordenamento jurídico pátrio.

Hoje, esse pensamento me parece por demais obsoleto. Entretanto e infelizmente, mesmo que a Constituição tenha consagrado em cláusula pétrea os direitos à igualdade, eles ainda permanecem num status utópico na sociedade contemporânea.
É muito comum ver homens que exercem as mesmas funções que mulheres, ocupando cargos mais elevados e com salários maiores. Porque tal distinção num país onde é garantido a todos os cidadãos o direito à igualdade, independente de raça, sexo, etnia e religião?
É exatamente nessas situações em que se demonstra toda a utopia da garantia de igualdade constitucional... e eu ainda acredito que um dia essa utopia finalmente possa se tornar realidade.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter...

Já faz algum tempo que percebi: eu não pertenço a este mundo, onde a banalização é a palavra de ordem, onde o que vale é o dinheiro que você tem, para onde vai e com quem se relaciona.
Não entendo o motivo das maldades, muitas vezes premeditadas pelas pessoas, porque eu jamais conseguiria planejar a queda de alguém. Talvez esse seja o meu problema: esperar que o modo de agir dos outros seja tal e qual o meu modo de agir.
Eu jamais conseguiria maltratar um animalzinho indefeso, por exemplo. No entanto, muita gente podre faz isso por hobby. Eu não conseguiria pisar em alguém para alcançar o sucesso profissional, mas conheço muita gente que sequer pensaria duas vezes antes de agir nesse sentido.
Eu não sou perfeita, mas felizmente, tais vícios não fazem parte da minha índole.

Do mesmo modo, a frieza e a superficialidade jamais fizeram parte dos meus padrões, entretanto, a grande maioria da sociedade tem-nas como premissas básicas. Por quê as pessoas são assim? Quem instituiu esse comportamento no mundo?

Não, eu não sei me conformar com situações que envolvam amoralidade, hipocrisia e desrespeito, não consigo. Aplaudo rebeldias nesses casos e até participo delas, afinal, qualquer tentativa é válida para quebrar esses paradigmas.
Mas, de que adianta gritar e protestar se são poucos os que estão dispostos a ouvir?

Falta bondade, gentileza e solidariedade nesse planeta. Por isso, quando eu crescer, vou morar em Marte!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Superstição x Coincidência

A superstição pode ser definida como uma crença sobre a relação causal entre certas ações ou comportamentos e ocorrências posteriores.
No entanto, estive pensando... seriam apenas circunstâncias do acaso as convicções do supersticioso? Ou realmente existiria alguma relação de causa e efeito entre elas?
Após tais pensamentos, passei a alimentar dúvidas: por quê sempre brigo com determinadas pessoas nos mesmos dias de cada mês? Por quê sempre que coloco "aquela" peça de roupa, acontece algo desagradável? E por quê usar "aquela" cor me traz má sorte?
Será que estou pirando de vez?
Será que tenho encosto?
...
Por outro lado, minha sanidade mental me diz que nossas superstições podem decorrer apenas do poder de nossos pensamentos. Portanto, acreditar que determinada coisa irá te dar azar pode influenciar para que ela realmente dê. E este é um dos perigos de se tomar as superstições como verdades absolutas.
...
E aí? A superstição vem de uma coincidência de fatos ou uma coincidência de fatos vêm de uma superstição? Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? Heim, heim?
Alguém arrisca?