terça-feira, 3 de novembro de 2009
Autenticidade
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Parque de Exposições
Sabe, ele é bobo. Bem bobo, mas eu entendo. Na verdade ele ainda não sabe que vivo por ele e que a sua presença vibra em cada minuto da minha existência. É o pensamento fixo, é o sentimento pulsante. E por não saber disso (pelo menos não plenamente) acaba assim, bobo. E por isso temos alguns momentos de tensão, alguns desentendimentos bobos. Sempre assim, bobos. Nós dois bobos. Eu não estou isenta, não fujo dessa bobagem também, por ser idêntica a ele, mesma alma, mesmo coração, mesmas paranoias. É, eu sou ele de saia. Ou de calça, de calção, de calcinha, de cueca, na verdade até onde sei nem existe mais ele ou eu, não há mais disjunções, ambos passamos a ser um só há muito tempo.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Variações Hermenêuticas
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Mais uma vez caio.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
É assim.
Porque há sempre um desencontro de fatos, de informações e de interpretações, e nesse contexto, coisas importantes vão sendo perdidas pelo caminho.
Hoje eu preciso apenas que você diga o que eu quero ouvir.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Recolhida
Prefiro a solidão.
Se eu fujo do mundo e mergulho nos meus pensamentos, se eu sento na grama e passo quase uma hora contemplando um céu que se divide em três, um terço azul escuro, um terço azul claro e um terço laranja, é porque eu prefiro a solidão.
É na solidão que eu posso me perder nas minhas próprias insanidades, nos meus medos, nas angústias que um terceiro jamais poderia entender. É na solidão que eu posso ser eu mesma.
E desconfio que seja essa a minha sina.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Doença
Uma sensação assim, metade absurda, metade doentia. Começa por culpa minha, admito. Vem a dor de cabeça, depois as ânsias de vômito, o mal estar, as tonturas, a vontade de deitar e não acordar mais, quem sabe enfim, ter paz.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Sonhos
Eu quis escrever várias coisas sobre esse dia, mas a verdade é que pouco sei sobre mim – e isso dificulta meus propósitos. Completo hoje 22 anos sem saber o que me aconteceu ontem, e sabendo menos ainda sobre o que me vai acontecer amanhã.
Sabe, às vezes tenho a sensação de que tudo aquilo que vivi não foi real, como se o passado jamais tivesse existido, como se fosse mera invenção minha, como se toda a minha vida fosse um sonho e a qualquer momento eu pudesse acordar - para a morte. É assim que penso e pra mim faz todo o sentido: a morte como a realidade de todos nós, e a vida, esse sonho que construímos diariamente.
Meu sonho completou hoje 22 anos.
E eu ainda quero sonhar muito.

